SÍNDROME DE DOWN

O que é a síndrome de Down

Também chamada de Trissomia do Cromossomo 21, a condição é causada por um cromossomo extra no par 21. Não se sabe ao certo porque isso acontece, mas sabe-se que a formação do cromossomo extra está associada a gravidez tardia, devido ao envelhecimento de células do corpo da mulher.

Apesar do comprometimento intelectual sofrido por quem tem a síndrome, os problemas mais graves são os de saúde, como respiratórios e cardíacos. Fora isso, os portadores do cromossomo extra no par 21 têm necessidades específicas que podem ser supridas por meio de um bom ambiente familiar, cultural e social, onde existam estímulos saudáveis.

É preciso desmistificar preconceitos

Apesar de sofrerem com uma aparência fora do padrão, aqueles que têm a síndrome possuem boa comunicação, são sensíveis e, na maioria das vezes, querem ser incluídos nos processos de sociabilização. Por isso, é importante enfatizar que a condição não é uma doença, pois na maior parte do tempo são pessoas saudáveis que devem ser incluídas na sociedade.

No Brasil

O Movimento Down surgiu no país em 2012 por meio da parceria entre o MAIS – Movimento de Ação e Inovação Social e o Observatório de Favelas do Rio de Janeiro. A campanha divulga informações sobre o assunto e é uma ferramenta de inclusão para quem nasce com síndrome de Down.

Em uma lista chamada “10 coisas que todo mundo precisa saber sobre Síndrome de Down”, o Movimento incluiu alguns estereótipos que devem ser desmistificados, como se referir ao portador da condição como “pessoa com síndrome de Down”, ao invés de “portador de”.

As causas podem ser pré-natais, por má-formação congênita e por infecções virais como rubéola ou doenças sexualmente transmissíveis, que também podem causar deficiência múltipla em indivíduos adultos, se não tratadas.

Segundo a Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdocegos e dos Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapascem), o modo como cada deficiência afetará o aprendizado de tarefas simples e o desenvolvimento da comunicação do indivíduo varia de acordo com o grau de comprometimento propiciado pelas deficiências, associado aos estímulos que essa pessoa vai receber ao longo da vida

Como lidar com a deficiência múltipla na escola?

De acordo com a psicopedagoga especialista em Educação Inclusiva, Daniela Alonso, a orientação aos educadores deve ser feita caso a caso, dependendo dos tipos e do grau de comprometimento do aluno. "Mais do que a somatória de deficiências, é preciso levar em conta que há consequências nos diversos aspectos do desenvolvimento da criança que influenciam diretamente a sua maneira de conhecer o mundo externo e desenvolver habilidades adaptativas", diz.

Ela aponta que é preciso ficar atento às competências do aluno com deficiência múltipla, usando estimulação sensorial e buscando formas variadas de comunicação, para identificar a maneira mais favorável de interagir com o aluno.

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